segunda-feira, 28 de março de 2022

Will Smith, Chris Rock e a violência legitimada

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Ontem aconteceu algo tão surreal na 94ª cerimônia do Oscar que até hoje pela manhã ainda achava que era fake. No entanto, como todos já sabem, o tapa que Will Smith deu foi tão real quanto a piada de péssimo gosto do Chris Rock.

Veja bem, não quero e nem vou defender o Chris nesse texto, sou team Will Smith. Qualquer um com um mínimo de empatia(que faltou para o piadista) vai entender a atitude extrema de agressão física resultante, somos seres emocionais e não somos perfeitos, estamos suscetíveis a esse tipo de reação. No entanto, ovacionar o tapa como uma resposta válida é um erro.

O Will não é o malvadão, longe disso, como disse é compreensível o que fez e achei contido na força usada. Não foi uma piada genérica, foi específica, tinha direção e mexeu com a dor de uma pessoa e sua família. O peso de ouvir aquilo é imensurável. 

No meio de tantos memes(tudo tem que virar meme) se perde um pouco a objetividade e a clareza do pensamento. Defender honra com violência não faz bem para ninguém. Por exemplo, a honra foi usada por inúmeros maridos em tribunais brasileiros para os livrarem de condenações por agressões e assassinatos de suas respectivas esposas(só ano passado foi declaro inconstitucional).

Legitimar violência para defender honra só presta para os violentos, para aqueles que acham que armas de fogo resolvem os problemas, que usam a desculpa de defender a família para seus ideais deturpados. Violência só gera violência, hoje enaltecemos o tapa, porém corremos o risco de amanhã uma pessoa que não gostamos se valer dessa "defesa da honra".

No mais, que Chris Rock e outros comediantes entendam que piada fere e tentem ter mais empatia, dá para fazer uma pessoa rir sem fazer uma outra chorar.

Minha humilde solidariedade a Jada Pinkett Smith e família.




quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Torcedores Calma: Fábio e Cruzeiro

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Existe um começo e um fim e ontem foi o fim da era Fábio com a camisa do Cruzeiro. O fim é uma ruptura e essa ruptura causa dor e não foi diferente quando a torcida soube que um de seus maiores ídolos não defenderia mais a camisa celeste.

Torcer é um ato passional e como tal a razão fica em segundo plano. O que não é necessariamente ruim quando depois de um tempo desmitificamos esses sentimentos e damos uma lógica para o que aconteceu.

O problema é que uma parte considerável da torcida ainda não compreendeu(não disse necessariamente concordar) a situação. E sei que essa revolta é passageira, como tantas outras foram. Mas é bom deixar registrado no meio do acontecimento o que está ocorrendo com o Cruzeiro para o torcedor entender e ter mais paciência no futuro(mas sem deixar de cobrar).

Para prosseguirmos precisamos chegar a um denominador comum, a forma como foi conduzida toda negociação com Fábio foi um desastre. Paulo André não o cumprimentar é uma impressão pessoal de uma pessoa chateada, não é um fato e isso nem vou tratar aqui. O fato é que o desrespeito começou quando Sérgio Rodrigues fez um acordo apalavrado para uma renovação com aumento para o jogador. Desrespeitou o jogador e o clube. Sérgio Rodrigues é mais um irresponsável conselheiro, como todos os outros são, por ação ou omissão.

Toda a ingratidão culminou com a diretoria da SAF Cruzeiro, poderiam ter conversado antes, dado mais tempo para ele pensar, etc. Não foi justo sentar em uma mesa e jogar uma bomba dessas para uma decisão imediata, dizer que não estaria nos planos do clube sem uma preparação anterior foi cruel demais.

Dito isso, precisamos entender que depois da venda do futebol do Cruzeiro agora o clube tem um novo modo de gerir. As loucuras dos conselheiros acabaram, agora é pés no chão para tentar salvar esse navio azul que está afundando.

Segundo o Samuel Venâncio, o Cruzeiro deve mais de 10 milhões de reais ao Fábio e um contrato longo poderia vincular a dívida ao novo CNPJ que está limpo e por isso os 3 meses propostos para o goleiro. Fábio reclamou que não quiseram nem negociar a dívida, mas isso não é responsabilidade da SAF, o momento é de transição e parcelamento de dívida e outras coisas não urgentes vão ser discutidas posteriormente.

O clube tem um monte de credor na porta e a maioria vai ter que renegociar a dívida e esperar 10 anos para receber, esse é um dos benefícios da SAF. No entanto, alguns compromissos precisam ser cumpridos imediatamente, como por exemplo o transfer ban. Samuel Venâncio informou que até o fim de 2023 o Cruzeiro precisa pagar mais de 150 milhões de reais.

As receitas desse ano e do ano que vem já foram comprometidas, não existe dinheiro de TV e patrocinador. As gestões anteriores acabaram com o clube e o novo dono do futebol celeste não é um irresponsável para rasgar dinheiro(pois vai ter que pagar a conta) e não equacionar primeiro as dívidas.

Torcedores do Cruzeiro, chorem, xinguem e briguem muito no Twitter, mas no fim entendam que não existe outro caminho para resolver os problemas do clube que beiram o insolúvel. Por isso, imagino e espero que outras decisões desse Novo Cruzeiro possam causar mais dores e sofrimentos e o que nos resta é torcer para que termine tudo azul.

E para terminar um recado para os conselheiros do Cruzeiro:



Vocês deixaram o clube em uma situação que a única alternativa foi a venda do futebol e mesmo assim sem garantia de que vai dar certo, isso sim é uma lástima. Sei que se consideram verdadeiros cruzeirense, pessoas com dinheiro e com "sobrenome", uns até acham que até são italianos, uma casta mais "pura" no panteão dos soberbos.

A verdade é que não são nada além de parasitas que sugam a vitalidade do clube. Não adianta ter linhagem ou conta bancária cheia, não são vocês que bancam o Cruzeiro, nem mesmo Pedro, O que banca é torcedor comum, que consome o clube. E consumir é ser sócio "diamante master plus" ou um simples torcedor que ouve um radinho bem lá no interior. O clube tem patrocínio, dinheiro de TV e outros investimentos só porque todos eles de alguma maneira consomem algo. O clube e o dinheiro nunca foram seus.

Agora, esqueçam o futebol, vão tirar férias(imerecidas), vão jogar bocha e encher a cara de cloro nas piscinas do clube social. Deixem o futebol do Cruzeiro em paz!




quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

O mito do Alexandre Mattos

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É um mito dizer que Alexandre Mattos é bom gestor. O dirigente de futebol chegou no clube em março de 2012 e saiu em dezembro de 2014. Quando assumiu a dívida do Cruzeiro girava em torno de 120 milhões de reais(balanço de 2011) e ao deixar o cargo a dívida tinha mais que dobrado indo para 253 milhões de reais(balanço de 2014).

Isso não é normal em nenhuma empresa saudável, dobrar a dívida em tão pouco tempo sem aumentar a receita na mesma proporção inviabiliza qualquer instituição a médio e longo prazo e foi isso que aconteceu. Talvez esse seja o inicio da bola de neve que virou o endividamento celeste.

Um bom gestor de futebol tem que conciliar a compra de bons jogadores com a receita do clube e claramente como exposto isso não aconteceu. A situação de hoje tem muitos culpados em diferentes proporções e o Mattos tem em suas mãos algumas gotas de sangue do clube.

Claro, ele tem seus méritos, mas não é um mito, um gênio ou qualquer coisa do gênero. Ajudou o clube a conquistar títulos, mas também contribuiu para ele falir. Que seja feliz onde for e que o Cruzeiro nesse momento de renovação procure pessoas que possam entender de futebol e verdadeiramente de gestão.

UPDATE

Na entrevista dele no "Os Donos da Bola MG", Mattos disse que não sabia como iria pagar os salários e o transfer ban, mas contratou mesmo assim e que daria um jeito, pois sempre deu um jeito. Isso ratifica o que eu disse antes, o dirigente expôs como exemplo que em 2012 os salários estavam atrasados e ele antecipou cotas de TV e outros.

"Dar um jeito" é um ~termo técnico~ para má gestão. Antecipar receitas não é uma solução, mas sim um problema. Pode dar alívio imediato, mas a médio e longo prazo onera o clube e foi isso que aconteceu. 

https://www.youtube.com/watch?v=Hc41ZLlKPL4



quinta-feira, 13 de maio de 2021

O Bolsonarismo e o Aborto

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A legalização do Aborto é um assunto caro para os cristãos e para entender melhor como é a mentalidade desse grupo da nossa sociedade vamos pegar o vídeo acima intitulado "Não Votem no Hitler" de setembro de 2018 do pastor Yago Martins. O pastor diz que o tema está acima de todos os outros e foi assim que ele escolheu seu candidato a presidência em 2018.
 
O vídeo tem muitos problemas, como tentar fazer uma associação do Holocausto Judeu ao aborto, forçar uma imagem socialista ao nazismo ou ignorar os números estimados de 1 milhão de abortos no Brasil que em sua esmagadora maioria é feito de forma clandestina. Yago é inteligente e não deve ter feito isso por acaso.

Pois bem, Hitler é a personificação máxima da maldade humana, sua figura sempre é usada para mostrar o quão está errado uma pessoa/situação e associá-la ao aborto e a esquerda foi uma estratégia para impactar e influenciar a opinião de quem viu o vídeo. Votar em alguém que seja pró-aborto é o mesmo que votar em Hitler, segundo o pastor no vídeo.

Yago votou em Bolsonaro, tendo esse tema como norte, como se os outros candidatos pró-aborto ou mesmo aqueles que querem discutir o tema com a população fossem criminosos(não é hipérbole, são palavras dele).

Bolsonaro é pró-tortura, defende torturadores, pedófilo(o ditador paraguaio Alfredo Stroessner), morte de milhares, execuções, milícias, violência contra gays, além de ter falas racistas, xenófobas e misóginas(como não pagaria o mesmo salário para mulher, pois ela engravida). Fora o apoio de pessoas ligadas a supremacia branca e ao neonazismo, como o antissemita Steve Bannon e o ex-líder da Ku Klux Klan que elogiou Bolsonaro e disse que ele "soa como nós".

Tirando Alfredo Stroessner, as outras declarações foram dadas antes de 2018 e Yago Martins tinha acesso a essas informações e para ele, Bolsonaro era o candidato pró-vida, um anti-Hitler segundo o seu raciocínio.

Hoje o pastor não é mais bolsonarista, menos mal, mas para ele e muitos o aborto é uma questão primordial e sempre vai ser. Não quero expor minha opinião sobre o assunto ou mesmo mudar o que pessoas como o Yago pensam, mas sim expor de forma mais direta esse problema que leva até pessoas inteligentes e com bom estudo ao erro.

Como furar essa percepção maniqueísta? Como conversar com essas pessoas de uma mais produtiva e menos apaixonada? Como mostrar que o aborto é sim um tema importante, mas não é desculpa para votar no Hitler achando que ele é pró-vida só porque é contra a legalização do aborto?









sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Crônica de uma queda anunciada

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Quando começamos o ano a última coisa que imaginávamos seria ver o Cruzeiro brigando para não cair para a série B do Brasileirão. Mas a crônica de uma possível queda já se anunciara anos antes.

Não ouvimos a voz da razão quando nas últimas eleições do clube ocorreu emboscada para prejudicar reputação de opositor, tentativa de mudança no estatuto de última hora para o queridinho de uns concorrer e alianças duvidosas. Aliás, esse queridinho na gestão passado não fez nada com os contratos mal feitos, se calou, compactuou com os erros e ainda tinha a cara de pau de nós dizer que "Para o Cruzeiro, tudo. Do Cruzeiro, nada", mentiroso.

A turma do Gilvan que apoiou a chapa vencedora logo depois da eleição cortou relações com Wagner Pires, transformando já o conturbado clima político do clube em uma batalha por puro poder. Não venham me dizer que não sabiam que o Itair que ficou ao lado do Wagner Pires o tempo todo e ainda deu dinheiro para a campanha não ganharia um cargo no clube a tiracolo. A turminha do boi não é tão inocente assim.

Fingimos não ver o desastre que era o time do Mano Menezes, fomos cegados pelas duas Copas do Brasil. Não ligamos para um time sem um esquema satisfatório, de acordo com nossas tradições. Afinal, fomos campeões, mas o mérito foi individual, nós dependemos de um Fábio operando milagres ou de um Arrascaeta inspirado.

Mano montou um time velho e o moldou do seu jeito, covarde e lento. Não é no meio de uma competição que iríamos mudar essa filosofia, mas os jogadores também não ajudaram indo contra Rogério Ceni e que acabou culminando na vinda de outro técnico covarde e de times lentos e pouco criativos. Entendo que os salários dos jogadores estão atrasados, mas isso não é desculpa para eles sequestrarem o clube, não possuem o direito de fazer o que quiserem, mas a diretoria é fraca e moral demais para bater de frente com esses medalhões.

A torcida ficou em silêncio por conta das conquistas, bem, para ser justo não foram todos e parte silêncio vem da compra dos mesmos, parte dos sócios, conselheiros, influenciadores e torcida organizada foram cooptados com contatos obscuros, doação de ingresso e outros mimos. Só no fim, depois e inúmeras denúncias foi que acordaram para realidade (ou pararam de receber), mas mesmo assim alguns ainda por mau-caratismo ou burrice ainda defendem o indefensável.

Chegamos ao fundo do poço ao recorremos a Zezé Perrella para nós salvar e isso não ficaria impune. Nesse contexto corrermos em direção ao abismo, a segunda divisão, não é só uma queda, é uma perda de receita enorme de um clube já falido.

Contrariando os "macacos sábios" não podemos mais fingir não ver, tampar os ouvidos ou nos calar para o mal, temos que enfrentá-lo. A ignorância é uma benção dizem por aí, mas a "ignorância consciente" é uma maldição. O futuro é tenebroso e cabe ao torcedor reerguer o Cruzeiro em qual divisão for, tomar de assalto o nosso clube, não deixar nas mãos de poucas centenas a paixão de milhões. Não vai ser do dia para noite, vai dar trabalho e para isso temos que aprender com nossos erros, pois no fim das contas quem ama o Cruzeiro somos nós torcedores comuns, os outros só querem poder pelo poder.

Para o Cruzeiro, tudo. Do Cruzeiro, nada e de verdade dessa vez.


terça-feira, 20 de agosto de 2019

CPF cancelado e a confraternização dos cristãos com Satanás

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"Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo" Hebreus 2. 14a

Primeiramente precisamos entender qual é o objetivo de Satanás segundo a Sagrada Escritura. Como vimos em Hebreus 2. 14a ele já está derrotado e já sabemos qual vai ser o seu destino(Apocalipse 20. 10).

Vimos que já está derrotado e sentenciado, então o que o motiva? O nosso adversário quer nos afastar do Criador e podemos ver seu maligno plano já em Gênesis 3. O pecado original nos separou de Deus e é isso o que quer, nos levar junto ao seu fim no lago de fogo.

Temos que deixar isso claro para entender a triste realidade dos cristãos de nosso país. Hoje ocorreu um sequestro de um ônibus na ponte Rio-Niterói, a polícia temendo pela vida dos mais de trinta reféns optou por abater o sequestrador. E tudo ocorreu como planejado, vidas foram salvas e o criminoso foi morto.

Veja bem, não se discute, ou menos eu não discuto, a ação policial. Uma situação delicada demais para ficar julgando algo que não presenciei e não tenho a mínima capacidade técnica para analisar. O meu problema é com o "CPF cancelado". Já seria de mau gosto propagar algo assim sem ser cristão(não que ser cristão seja moralmente inferior), transformar uma vida em um número é algo desprovido de humanidade. Pois bem, pior é ver cristãos comemorando a morte do sequestrador, não existe nada para se comemorar a não ser a vida dos reféns.

O objetivo de Satanás é separar o ser humano de Deus e quando uma pessoa nessas condições morre é uma vitória para o nosso inimigo. Não consigo imaginar o contentamento dos Céus com tal fato, pelo contrário. O inferno festeja com mais uma vida condenada e quando o cristão vibra com isso ele está somente de mãos dadas com Satanás dando pulinhos de euforia em uma confraternização macabra.

E creio que não fomos chamados por Deus para confraternizar com o nosso adversário, fomos chamados para pregar seu Evangelho. Evangelho esse que que fala de Vida(João 3. 16). O que alegra Deus? Um "CPF cancelado" ou o nome no Livro da Vida? Fica a reflexão.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Cristãos sem Amor de Cristo

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“Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.” Efésios 5. 1-2
O cristão tem uma régua moral bem clara que é uma pergunta simples: Jesus faria isso?

Todo ato de um cristão deveria ser pautado por essa pergunta, o nosso exemplo maior é Jesus Cristo e devemos o imitar sempre.

Claro, isso é muito difícil de colocar em prática, ninguém o faz sempre. Infelizmente o ser humano é falho e pecador, mas é por isso que existe o arrependimento, para podermos ser livres do julgo do pecado e fazermos diferente da próxima vez.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;  
E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. 
Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; 
Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?” Mateus 5:38-47
Além de sermos imitadores de Cristo também precisamos fazer o que Ele nos instruiu, está claro que não foi o ódio seu ensinamento e sim o AMOR, ou a minha Bíblia é diferente e estou errado?

Enfim, isso também é difícil de fazer, não vou ser hipócrita e dizer que amo a todos, por exemplo, não gosto do Bolsonaro, é difícil amá-lo, no entanto, nunca quis mal e quando foi esfaqueado desejei pronta recuperação e mais amor em seu coração.

Não que eu seja melhor do que ninguém, pelo contrário, sou tão falho como qualquer pessoa, mas tento ser o que Cristo espera que eu seja, muitas vezes não o faço e dou graças a Deus por poder me arrepender.

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.  
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. 
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” Mateus 5:13-16

A nossa responsabilidade como cristão é enorme, temos que ser exemplos não só de postura e comportamento, mas também de AMOR, o amor de Cristo, amor irrevogável e universal.

Dito essas coisas venho profundamente lamentar a postura do pastor Silas Malafaia e de tantos outros cristãos que não se esforçam para ser esse exemplo ao mundo que tanto a Bíblia nos fala para sermos. Não é de hoje que cristãos como o Malafaia vem pregando o ódio e a intolerância, partindo em sentido oposto do AMOR DE CRISTO.

Por exemplo no caso mais recente do Jean Wyllys tomar a decisão de não tomar posse do seu mandato de deputado federal por medo de ameaças de morte o pastor Silas Malafaia reagiu dessa forma:


Todos nós sabemos que o Jean Wyllys não gosta muito dos cristãos, que provavelmente nos odeia. E ao invés de mostrarmos através do amor como nós cristãos não somos essa entidade malvada que permeia o imaginário de muitos provamos que Jean Wyllys está certo em nos odiar.

O agora então ex-deputado pouco nos tratou de forma cortês, não fez questão de nos ouvir e dialogar, isso é fato. Mas isso nos dá o direito baseado em nossas crenças de fazermos o mesmo? Ele não é cristão e nós sim.

Veja bem, Cristo fala expressamente contra o Código de Hamurabi e nós cristãos estamos desobedecendo Aquele que morreu na cruz para nos salvar. Ódio se combate com ódio? Como fica o exemplo?

Desobedecendo a Cristo estamos em pecado e o que nos faz melhor de outros pecadores que verdadeiramente não conhecem a Cristo? 


"Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido." 2 Pedro 2:21

Não estou falando que não devemos debater ou defender aquilo que acreditamos, não é subserviência é apenas contrapor aos outros de forma que evidencie primeiro o AMOR DE CRISTO. É difícil, mas na Bíblia não tem menção de uma jornada fácil, pelo contrário.

Malafaia acha que ser cristão é ficar gritando contra aborto ou direitos homoafetivos e esquece do básico, o alicerce do Evangelho é o AMOR. Esquece que a cada reação odienta que tem afasta ainda mais as pessoas que precisam do AMOR DE CRISTO do próprio Jesus e por consequência da salvação que nEle provém.

Somos embaixadores de Cristo na Terra, nossa missão é diplomática e não belicosa. O significado da palavra cristão é “pequeno Cristo” e é isso que devemos ser, imitadores dos seus atos e propagadores de Sua Palavra.

“De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.” 2 Coríntios 5:20

Por fim deixo um versículo ao Malafaia e demais cristãos que partem para confrontação achando que estão em algum tipo de “guerra santa”:

“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Efésios 6:12

sábado, 10 de novembro de 2018

Bolsonaro vai censurar o Enem

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Desde mais ou menos aquela época, a guerra fora literalmente contínua, embora, a rigor, não fosse sempre a mesma guerra. Durante vários meses, durante sua meninice, houvera confusas lutas de rua na própria Londres, e de algumas ele se recordava vivamente. Mas seguir a história de todo o período, dizer quem lutava, contra quem, em determinado momento, seria absolutamente impossível, já que nenhum registro escrito, nem palavra oral, jamais faziam menção de outro alinhamento de forças, diferente do atual. Naquele momento, por exemplo, em 1984 (se é que era 1984), a Oceania estava em guerra com a Eurásia e era aliada da Lestásia. Em nenhuma manifestação pública ou particular se admitia jamais que as três potências se tivessem agrupado diferentemente.

Na verdade, como Winston se recordava muito bem, fazia apenas quatro anos a Oceania estivera em guerra com a Lestásia e em aliança com a Eurásia. Isso, porém, não passava de um naco de conhecimento furtivo, que ele possuía porque a sua memória não era satisfatoriamente controlada. Oficialmente, a mudança de aliados jamais tivera lugar. A Oceania estava em guerra com a Eurásia: portanto, a Oceania sempre estivera em guerra com a Eurásia. O inimigo do momento representava sempre o mal absoluto, daí decorrendo a impossibilidade de qualquer acordo passado ou futuro com ele.
Este é um trecho de “1984”, obra de George Orwell, onde mostra umas das manipulações do Estado sobre o ensino e educação dos seus cidadãos apagando o passado e reescrevendo a história sempre de acordo com seus interesses e desejos. Uma forma cruel e eficiente de contar a história de acordo com os interesses de um certo grupo é limar dos livros e por consequência do ensino o contraditório. 

Quando a educação passa por um filtro, seja ele qual for, o entendimento, o conhecimento e por consequência a noção básica do mundo está comprometida, pois informações foram omitidas e fatos escondidos. Por isso, vejo com preocupação o futuro presidente do Brasil dizer que vai avaliar as questões do Enem para retirar na opinião dele essas perguntas que transmitem doutrinação de qualquer forma que não a que acredita. 

As questões do Enem não são elaboradas sem critério ou supervisão, elas passam por vários filtros até serem impressas nas provas. A Superinteressante fez um artigo explicando esse processo. Então, depois desse trabalho todo, de vários professores, de várias instituições de ensino surge uma pessoa para classificar se aquilo é ou não é doutrinação de acordo tão e somente da sua opinião pessoal. 

Sabe o que é mais tenebroso é que o ex-excomungado capitão viu doutrinação nessa questão:
Onde sinceramente não existe nenhuma doutrinação, o enunciado não faz apologia a qualquer tipo de comportamento e a pergunta não é sobre o dialeto dos travestis. Ele entende que, veja bem, mencionar alguma minoria é doutrinação de esquerda(como se direitos das minorias não fosse uma questão humanitária) levantando a bandeira da "Escola Sem Partido" para manipular os incautos e poder o próprio doutrinar a sua maneira. Qual a intenção desse ato? Suprimir o debate dos direitos das minorias? Os marginalizar ainda mais?

“E as minorias descontentes, que se mudem! Vamos fazer o Brasil para as maiorias! As minorias tem que se curvar às maiorias! …As leis devem existir para defender as maiorias! As minorias que se adequam ou simplesmente desapareçam!”
Palavras de Bolsonaro
A pior censura, por assim dizer, é a prévia, pois ela impede que as pessoas nunca saberão o conteúdo do que foi censurado, impedindo-as de formar seu próprio julgamento e as deixando mais dependentes do Estado para que esse as guie até o matadouro como ovelhas obedientes que são. Um povo sem total informação é um povo que tende a obedecer mais fácil, pois não é levado ao contraditório. 

O presidente eleito nunca escondeu o seu amor pela Ditadura e tudo que ela representa. Tortura, perseguição, censura e morte são as engrenagens que regem qualquer tipo de ditadura, seja ela Esquerda ou da Direita e qualquer intenção de implementar essas engrenagens em nossa sociedade tem que ser combatida. Boso já disse que vai perseguir opositores e até mesmo sugeriu exílio para os mesmos, ameaçou a imprensa que não concorde com ele e agora quer censurar a seu critério provas do Enem. 

Talvez, com muita boa vontade, se esses acontecimentos fossem isolados não trariam uma preocupação, mas quando se tem uma forma autoritária de pensar, que não é segredo de ninguém, dito pelo mesmo várias e várias vezes e agora como presidente eleito age com censura, ameaças e perseguições, talvez seja a hora de acender “o sinal amarelo” pelo menos. 

O que o impede o Boso a seu critério manipular a história, já disse que não existiu Ditadura, que foi apenas um regime militar, se proibir questões que falam da Ditadura Militar no Enem e depois nas escolas será que nunca terá existido Ditadura Militar no Brasil? E a Oceania sempre estivera em guerra com a Eurásia?

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Já somos um só povo

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
“Vamos unir a todos, não haverá distinção entre nós, seremos um só povo, um só país, sobre uma só bandeira, um só hino.”

À primeira vista a frase de Boso parece inocente, positiva e reconfortante, no entanto, pode significar censura, perseguição e marginalização da oposição.

Talvez essa frase não seria nada demais se fosse proferida pela maioria dos candidatos que concorreram a presidência nessa eleição, mas, pelos antecedentes do agora eleito presidente ela pode ser interpretada de uma forma negativa.

Quando a ouvi a primeira indagação que tipo de “um só povo” ele está pregando. Não me entendam mal, não sou contra ser um só povo, mesmo porque já o somos. Um mesmo povo, com características distintas, pensamentos diferentes e regionalismos diversos. Cada canto desse país tem sua peculiaridade e sua maneira de enxergar a vida e ao meu ver é isso que faz o Brasil tão bonito.

A distinção entre o povo brasileiro, seja a forma que for, não diminui, ou melhor, em hipótese alguma pode ser motivo de régua moral para afirmar se alguém é menos ou mais brasileiro.

Discordância política/ideológica é salutar em uma democracia e para o crescimento de uma sociedade. Pensar que o “meu jeito e minhas ideias” são as melhores para o país e que todo o resto está errado e não serve para o Brasil é dividi-lo ainda mais.

Um povo unido não é um povo que pensa e age de uma mesma forma, mas que convive, debate e respeita o contraditório.

Outro problema dessa fala é pensar que como somos todos iguais logo não precisamos de políticas afirmativas, um engano, somos todos iguais sim perante a lei, entretanto, muitos de nós brasileiros não temos as mesmas oportunidades, infelizmente somos um país socialmente e economicamente desigual e que até equalizarmos essa situação políticas públicas voltadas para inclusão de determinados grupos da nossa sociedade é de extrema importância.

Ninguém se faz de coitado ou quer ser visto assim, não aquela pessoa que tem o mínimo de hombridade, a ideia é que esse tipo políticas afirmativas com o tempo desapareçam, mas para isso repito, precisamos enfrentar a desigualdade e não escondê-la ou fingir que não existe.

Digo tudo isso, pois Boso já fez declarações afirmando que iria acabar com a esquerda, prender e mandar para o exílio. Também disse ser contra diversas políticas afirmativas. Ele quer ser o presidente de todos e unir o Brasil, mas precisa entender e aceitar as diferenças e olhar com mais carinho para aqueles que precisam.

A continuar com esse discurso o presidente eleito só vai ser mais um projeto de ditador de uma nação dividida e pobre. Com respeito aos venezuelanos que sofrem, mas não queremos ser uma Venezuela chavista.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

STAR WARS: THE LAST JEDI - RESENHA

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CONTÉM SPOILER


CONTÉM SPOILER

Primeiro é sempre bom lembrar que essa é a minha opinião, que não é a verdade absoluta, não sou crítico, não sou especialista, só um fã comum. Dito isto, gostaria de dizer que odiei(palavra é forte, eu sei) o filme, por vários motivos que vou tentar relatar aqui nas próximas linhas.

Eu procurei não ler/ouvir nenhuma crítica de “The Last Jedi”, claro que eu vi que muita gente gostou e outras tantas odiaram, o que é normal, mas de conteúdo da crítica preferi não ser influenciado por ninguém, as vezes a gente se deixa levar pelas opiniões de quem nós gostamos e não gostamos.  
Uma das coisas mais preocupantes que repararei é que “The Last Jedi” não conversa em hora nenhuma com “The Force Awakens”, parece que não ocorreu nenhuma troca de ideia com os diretores. O que J. J. Abrams fez no primeiro, o Rian Johnson ignorou no segundo, transformando os novos filmes em um Frankenstein cinematográfico.

Pior que não comunicar entre dos filmes é não existir no episódio 8 nenhuma comunicação entre as cenas do filme, parece esquetes dos Trapalhões com gordo orçamento, cada qual separada e mal sucedida em seu objetivo.

A batalha inicial é animadora, o conflito para sobreviverem instiga perigo e só, quando mostra a Rey na ilha com Luke o filme começa a desandar. Primeiro exemplo que o ep. 8 não conversa com “The Force Awakens” é a entrega do sabre de luz. No ep. 7 é um momento solene, é o que fecha o filme. Já em “The Last Jedi” o acontecimento vira uma piada quando Luke joga o sabre fora como se não fosse nada.

Para ilustrar mais a não linearidade da história é que passam boa parte do ep. 7 tentando encontrar Luke e quando o encontram no ep. 8 nada acontece. Ver Luke quebrado seria algo aceitável, mas a forma como ele está é totalmente acovardada. Não treinar Rey é uma coisa, agora ficar igual maluco tentando acabar com a ordem jedi é outra. No auge do seu desespero tenta queimar os manuscritos jedi, relíquias milenares, mas no fim não consegue. Mestre Yoda piromaníaco se materializa e acaba ele mesmo queimando os livros. Em uma cena mais  (nada contra cenas desse tipo) do que para contribuir para a história.

Luke virou um covarde, transformaram o antigo herói dos rebeldes em nada menos do que um velho assustado. Entendo o trauma que passou com o sobrinho, mas deixar tudo para trás e se esconder não é o jeito certo de resolver a cagada que fez. Poderia existir outro motivo para se exilar, mas não pensava que poderia ser esse, virar as costas para a causa rebelde, para as pessoas que confiaram nele, virou as costas para sua irmã. Triste fim para um personagem foda.

Já Rey e sua interação com Kylo Ren é muito boa, os diálogos são interessantes. Agora, Rey e aquele buraco dos infernos não serviu para nada, não teve objetivo, não teve aprendizagem alguma.

Enquanto isso, os rebeldes enfrentavam problemas sendo atacados pela Primeira Ordem. O lance da Leia usar a Força para se salvar é coerente, ali ela estava em um momento de extremo estresse, a Força ter agido daquela forma, até mesmo evitado mais danos no vácuo é totalmente aceitável. 

Leia se recuperava e a frota rebelde perdia mais naves e soldados. Finn tentava fugir para salvar Rey quando é descoberto por uma rebelde, Rose Tico, e convenientemente do nada eles bolam um plano para salvar a frota.

Vão a Poe, o soldado mais que rebelde, consultam a Maz Kanata e esta indica um tal mestre decodificador( O ÚNICO CAPAZ EM TODO O UNIVERSO) para que eles possam entrar na nave inimiga e quebrar o aparelho que os rastreiam. Finn e Rose Tico agora vão trabalhar juntos, com ajuda de Poe eles vão para o planeta onde esse mestre decodificador está. Notem que a Primeira Ordem não detecta a nave deles irem embora.

Poe fica e começa um embate com a nova comandante rebelde(enquanto Leia recupera-se), o silencio dela o perturba. Pela falta de comunicação e desespero para dar certo o plano que tramou com Finn precisou Poe fazer um motim. Mas logo foi contido derrubado pela Leia recuperada.

Só quando acordou soube do plano da comandante que estava substituindo a Leia. Um planeta surge do nada e nele existe uma velha fortificação rebelde que está inativa(que conveniente!) e em pequenas naves vão abandonando a nave maior, a única que sobrou do cerco.

Notaram que Finn abandonou a nave e ninguém da Primeira Ordem viu? Então, qual o motivo de Poe achar loucura aquela fuga? Furo no roteiro?

Enfim, agora Finn e Tico estão no planeta onde está o mestre decodificador, entram no cassino, dito por Maz e procuram pela flor vermelha na lapela, quando acham são presos por estacionar em local proibido, na praia, isso mesmo, são presos por isso. Quando tudo parece conspirar contra aparece o “Deus ex machina”, na prisão eles encontram o SALVADOR, um cara que eu não entendi quem é, mas que aceita o trabalho e em um piscar de olhos abre a cela e vai embora(Qual motivo que não o levou a ir embora antes?).

Existe discussões de como a Força age, como deus, unindo os caminhos, as coisas, as pessoas, mas usar essa desculpa para preguiça do roteiro é muita cara de pau. É muita coincidência e pouca criatividade.

Resumindo, eles saem do planeta e vão direto a nave inimiga. A Rey já está lá para salvar Ben Solo, este a captura e o leva a presença do Snoke. O Lorde Supremo diz que foi ele quem criou a conexão entre dos dois, que previu isso e aquilo. Agora mais um ponto em que o Ep. 7 e 8 não se comunicam, o Lorde Supremo foi apresentado como um personagem foda, misterioso, poderoso em “The Force Awakens”. Malvadão ele pega a Rey e fala que vai ser cruel e tal, quando a está torturando, esse personagem poderoso esquece que tem um sabre de luz ao seu lado e o Kylo Ren o ativa cortando Snoke ao meio, isso é o fim daquele personagem foda, uma morte fraca, sem luta, sem conflito, sem nada demais. O mistério de quem era morreu com ele, não importa mais. Depois de uma briga de Força o sabre quebra e explode derrubando Rey e Kylo.

Nada contra matar o personagem, é normal e bola para frente, mas senti que poderia ter desenvolvido mais, infelizmente mais uma vez faltou criatividade ao diretor.

Finn, Tico, BB-8 e o SALVADOR estão na nave inimiga entrando para destruir o rastreador quando são surpreendidos pela Capitã Phasma, são presos e o plano todo, aquele esforço tremendo vai por água abaixo. Inúteis minutos de filme.

Por algum motivo bobo uma pessoa tem que ficar na nave enquanto os outros fogem pelos botes espaciais, quem fica é a substituta no comando de Leia, depois do SALVADOR se tornar um traidor e entregar os planos de fuga a Primeira Ordem começa explodindo cada um dos botes e depois de muita morte essa substituta que ficou mesmo para morrer tem a brilhante ideia de jogar a nave contra o inimigo.

Deu certo, eles conseguem chegar ao planeta, só que a Primeira Ordem vem atrás não dando chance para que descansem. Finn e Tico são salvos pela B-B8 e fogem da nave inimiga e se encaminham para o planeta, já Rey não se sabe como ela evadiu a nave de Snoke. Kylo acorda e diz para os outros que foi a Rey que matou o Lorde Supremo e com isso ele torna o comandante da Primeira Ordem.
Já no plante e nesse imbróglio todo Finn tenta fazer algo de útil(já que até o momento tinha feito nada), sacrificar-se para destruir o canhão que ameaçava destruir o portão da fortificação rebelde, mas Tico o impede e depois faz um discurso infantil para justificar sua ação.

O canhão é disparado e abre-se caminho até os rebeldes. Nessa hora aparece Luke(nota que ele está com aparência mais nova) sem dizer muita coisa vai para cima da artilharia inimiga e fica parado enquanto esses por ordem histérica de Kylo(mimado do caramba) disparam a todo vapor.
Vendo que Luke não fora atingido, Kylo, o pirracento, desce para enfrentá-lo, com diálogos chatos e uma ceninha estilo Matrix Luke mostra que é apenas um tipo de holograma, uma projeção da Força. O verdadeiro Skywalker está na ilha.

Enquanto isso Poe tem uma iluminação divina e diz que Luke está ganhando tempo para eles fugirem. Nota que os cães de cristais que estavam ali havia sumido e deduz que ali poderia ter uma saída. C-3PO com ajuda do R2-D2 que dissera antes que só existia uma única entrada e saída concorda que poderia haver uma saída natural daquele lugar.

Eu realmente fico imaginando o quanto a general Leia é estrategista, comandante ali dos gatos pingados poderia ela mandar batedores nas cavernas a fim de encontrar saídas, mas ela é tão merdeira quanto os outros.

Luke, o ganhador de tempo covarde, morre. Por usar essa projeção da Força vira pó e some na ilha, acabando assim a saga de um herói. Fraco, melancólico e sem sentido. Luke merecia algo melhor, um fim mais decente, alguma coisa mais épica do que morrer como um covarde.

Os poucos rebeldes conseguem fugir na Millenium Falcon e o filme acaba.

No geral é isso, porgs que não prestam para nada(só vender brinquedo e está certo), muita piada fora da hora, motivações fracas, principalmente do Kylo Ren que só se mostrou ser um mimado do mal, mortes em vão, como a do Luke que por preguiça do diretor não fez com que a Leia ou alguém procurasse antes uma saída dali. Os ep. 7 e 8 não conversam, outro ponto é a morte do Han Solo que não serviu para nada, Kylo matou Han para Snoke para o mesmo acabar morto, fora que a origem da Rey ter sido um mistério no outro filme nesse ser só “aquilo”. Muita encheção linguiça, a trama não levou ninguém a lugar nenhum.
 

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