quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

O mito do Alexandre Mattos

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É um mito dizer que Alexandre Mattos é bom gestor. O dirigente de futebol chegou no clube em março de 2012 e saiu em dezembro de 2014. Quando assumiu a dívida do Cruzeiro girava em torno de 120 milhões de reais(balanço de 2011) e ao deixar o cargo a dívida tinha mais que dobrado indo para 253 milhões de reais(balanço de 2014).

Isso não é normal em nenhuma empresa saudável, dobrar a dívida em tão pouco tempo sem aumentar a receita na mesma proporção inviabiliza qualquer instituição a médio e longo prazo e foi isso que aconteceu. Talvez esse seja o inicio da bola de neve que virou o endividamento celeste.

Um bom gestor de futebol tem que conciliar a compra de bons jogadores com a receita do clube e claramente como exposto isso não aconteceu. A situação de hoje tem muitos culpados em diferentes proporções e o Mattos tem em suas mãos algumas gotas de sangue do clube.

Claro, ele tem seus méritos, mas não é um mito, um gênio ou qualquer coisa do gênero. Ajudou o clube a conquistar títulos, mas também contribuiu para ele falir. Que seja feliz onde for e que o Cruzeiro nesse momento de renovação procure pessoas que possam entender de futebol e verdadeiramente de gestão.

UPDATE

Na entrevista dele no "Os Donos da Bola MG", Mattos disse que não sabia como iria pagar os salários e o transfer ban, mas contratou mesmo assim e que daria um jeito, pois sempre deu um jeito. Isso ratifica o que eu disse antes, o dirigente expôs como exemplo que em 2012 os salários estavam atrasados e ele antecipou cotas de TV e outros.

"Dar um jeito" é um ~termo técnico~ para má gestão. Antecipar receitas não é uma solução, mas sim um problema. Pode dar alívio imediato, mas a médio e longo prazo onera o clube e foi isso que aconteceu. 

https://www.youtube.com/watch?v=Hc41ZLlKPL4



quinta-feira, 13 de maio de 2021

O Bolsonarismo e o Aborto

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A legalização do Aborto é um assunto caro para os cristãos e para entender melhor como é a mentalidade desse grupo da nossa sociedade vamos pegar o vídeo acima intitulado "Não Votem no Hitler" de setembro de 2018 do pastor Yago Martins. O pastor diz que o tema está acima de todos os outros e foi assim que ele escolheu seu candidato a presidência em 2018.
 
O vídeo tem muitos problemas, como tentar fazer uma associação do Holocausto Judeu ao aborto, forçar uma imagem socialista ao nazismo ou ignorar os números estimados de 1 milhão de abortos no Brasil que em sua esmagadora maioria é feito de forma clandestina. Yago é inteligente e não deve ter feito isso por acaso.

Pois bem, Hitler é a personificação máxima da maldade humana, sua figura sempre é usada para mostrar o quão está errado uma pessoa/situação e associá-la ao aborto e a esquerda foi uma estratégia para impactar e influenciar a opinião de quem viu o vídeo. Votar em alguém que seja pró-aborto é o mesmo que votar em Hitler, segundo o pastor no vídeo.

Yago votou em Bolsonaro, tendo esse tema como norte, como se os outros candidatos pró-aborto ou mesmo aqueles que querem discutir o tema com a população fossem criminosos(não é hipérbole, são palavras dele).

Bolsonaro é pró-tortura, defende torturadores, pedófilo(o ditador paraguaio Alfredo Stroessner), morte de milhares, execuções, milícias, violência contra gays, além de ter falas racistas, xenófobas e misóginas(como não pagaria o mesmo salário para mulher, pois ela engravida). Fora o apoio de pessoas ligadas a supremacia branca e ao neonazismo, como o antissemita Steve Bannon e o ex-líder da Ku Klux Klan que elogiou Bolsonaro e disse que ele "soa como nós".

Tirando Alfredo Stroessner, as outras declarações foram dadas antes de 2018 e Yago Martins tinha acesso a essas informações e para ele, Bolsonaro era o candidato pró-vida, um anti-Hitler segundo o seu raciocínio.

Hoje o pastor não é mais bolsonarista, menos mal, mas para ele e muitos o aborto é uma questão primordial e sempre vai ser. Não quero expor minha opinião sobre o assunto ou mesmo mudar o que pessoas como o Yago pensam, mas sim expor de forma mais direta esse problema que leva até pessoas inteligentes e com bom estudo ao erro.

Como furar essa percepção maniqueísta? Como conversar com essas pessoas de uma mais produtiva e menos apaixonada? Como mostrar que o aborto é sim um tema importante, mas não é desculpa para votar no Hitler achando que ele é pró-vida só porque é contra a legalização do aborto?









 

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