sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Crônica de uma queda anunciada

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Quando começamos o ano a última coisa que imaginávamos seria ver o Cruzeiro brigando para não cair para a série B do Brasileirão. Mas a crônica de uma possível queda já se anunciara anos antes.

Não ouvimos a voz da razão quando nas últimas eleições do clube ocorreu emboscada para prejudicar reputação de opositor, tentativa de mudança no estatuto de última hora para o queridinho de uns concorrer e alianças duvidosas. Aliás, esse queridinho na gestão passado não fez nada com os contratos mal feitos, se calou, compactuou com os erros e ainda tinha a cara de pau de nós dizer que "Para o Cruzeiro, tudo. Do Cruzeiro, nada", mentiroso.

A turma do Gilvan que apoiou a chapa vencedora logo depois da eleição cortou relações com Wagner Pires, transformando já o conturbado clima político do clube em uma batalha por puro poder. Não venham me dizer que não sabiam que o Itair que ficou ao lado do Wagner Pires o tempo todo e ainda deu dinheiro para a campanha não ganharia um cargo no clube a tiracolo. A turminha do boi não é tão inocente assim.

Fingimos não ver o desastre que era o time do Mano Menezes, fomos cegados pelas duas Copas do Brasil. Não ligamos para um time sem um esquema satisfatório, de acordo com nossas tradições. Afinal, fomos campeões, mas o mérito foi individual, nós dependemos de um Fábio operando milagres ou de um Arrascaeta inspirado.

Mano montou um time velho e o moldou do seu jeito, covarde e lento. Não é no meio de uma competição que iríamos mudar essa filosofia, mas os jogadores também não ajudaram indo contra Rogério Ceni e que acabou culminando na vinda de outro técnico covarde e de times lentos e pouco criativos. Entendo que os salários dos jogadores estão atrasados, mas isso não é desculpa para eles sequestrarem o clube, não possuem o direito de fazer o que quiserem, mas a diretoria é fraca e moral demais para bater de frente com esses medalhões.

A torcida ficou em silêncio por conta das conquistas, bem, para ser justo não foram todos e parte silêncio vem da compra dos mesmos, parte dos sócios, conselheiros, influenciadores e torcida organizada foram cooptados com contatos obscuros, doação de ingresso e outros mimos. Só no fim, depois e inúmeras denúncias foi que acordaram para realidade (ou pararam de receber), mas mesmo assim alguns ainda por mau-caratismo ou burrice ainda defendem o indefensável.

Chegamos ao fundo do poço ao recorremos a Zezé Perrella para nós salvar e isso não ficaria impune. Nesse contexto corrermos em direção ao abismo, a segunda divisão, não é só uma queda, é uma perda de receita enorme de um clube já falido.

Contrariando os "macacos sábios" não podemos mais fingir não ver, tampar os ouvidos ou nos calar para o mal, temos que enfrentá-lo. A ignorância é uma benção dizem por aí, mas a "ignorância consciente" é uma maldição. O futuro é tenebroso e cabe ao torcedor reerguer o Cruzeiro em qual divisão for, tomar de assalto o nosso clube, não deixar nas mãos de poucas centenas a paixão de milhões. Não vai ser do dia para noite, vai dar trabalho e para isso temos que aprender com nossos erros, pois no fim das contas quem ama o Cruzeiro somos nós torcedores comuns, os outros só querem poder pelo poder.

Para o Cruzeiro, tudo. Do Cruzeiro, nada e de verdade dessa vez.


 

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